domingo, 17 de junho de 2012

"Quisera encontrar aquele verso menino
que escrevi há tantos anos atrás.
Falo assim sem saudade,
falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será.
Mais vale o que será!
E o que foi feito é preciso
conhecer para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza,
falo por acreditar.
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer"


Acontece que, sempre que olho o passado, ele se apresenta em confusão de momentos sobrepostos. Fatio lascas para melhor perceber uma alegria, que se mistura com barulhos e recortes indistintos. Sempre falta alguma coisa.


Meu coração, que não anda em vazios, costura memória inventada nos espaços vagos: lembranças tomam corpo. E já não sei se  meu passado existiu, ou se é um artefato organizado pelo meu desejo de futuro para me proporcionar um  presente que valha.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Next time around?

E onde a sorte há de te levar
saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil
à tua mão aberta pra quem é

[você]




3 semanas e dois dias

Rio em minha casa vazia,
que ecoa
meu desespero
em solidão.
Faço minha seção
de terapia
grafando meus passos
à luz
de minhas mãos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Escrevo.
O mundo não parou de tremer,
e temo
que a tinta da caneta seque
e ainda haja
amor
por escorrer.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Acontecia que seu corpo não era bom em galgar os passos descritos por suas ideias. E o que pensava clássico, saia feioso em barroco grotesco que se devia era esconder debaixo da cama.